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Expectativas e personalidade daquele(a) que ensina: você é você mesmo(a) em sala de aula?

     Comecei minha carreira dando aulas de inglês para crianças. Com 18 anos e muita vontade de aprender e ser financeiramente independente, me sentia ávida para entender os mecanismos daquela realidade. O primeiro lugar em que trabalhei me ensinou muito, e sinto dizer que não da melhor maneira. Éramos mal remuneradas. As horas de trabalho eram extensas. O ambiente não era dos mais acolhedores. Mas talvez o mais difícil tenha sido a constatação de que o mais importante era conquistar as pessoas, principalmente os alunos. O medo do cancelamento (de matrículas, não esse famoso agora nas redes sociais) batia forte, e parecia estar diretamente ligado não à minha competência, ou prática pedagógica, ou domínio da língua. A balança pendia mais para: Você é divertida? Os alunos gostam de você?  E não importava se aquela pessoa deixasse de fazer o curso por questões financeiras, incompatibilidade com o método ou mesmo por mudar de cidade. Sempre éramos assediadas com insinu...

Let's talk about motivation?

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               Motivation is something that will always divide people's opinion. While some believe that it is going to define the learners' success or failure when developing new abilities,  others affirm that factors like learning conditions will be much more crucial for the learners' process.  How is that possible? I would love to become a billionaire!                  When I think about all the people I have met throughout the years, I have to be honest I do not know how I feel about the topic. On one hand I met students who had loving parents, a cozy home, good friends, access to excellent education, and even so did not feel excited about learning. On the other hand, when teaching poorer communities, many children and teenagers who did not have the minimum to live with dignity would be extremely determined and foward-looking. If I had to come up with an answer to the questions "...

Algumas dicas para incluir a literatura nas aulas de língua estrangeira - parte I

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           O Brasil não é um país de leitores. Na última pesquisa do Instituto Pró-livro, o mais amplo estudo sobre o tema de acordo com a Folha de São Paulo, a média de leitura de literatura em 2019, no período de um ano, foi de 1,45 livros. Se temos uma porcentagem tão baixa na língua materna, imaginem em língua estrangeira!         Como professores e professoras de línguas, sabemos que nossa ação pedagógica vai além de competências linguísticas. Cientes da relevância de fatores culturais e sociais na nossa prática, será que lembramos da literatura? Entendemos como ela atravessa língua, cultura e sociedade? O crítico literário John Sutherland, no livro Uma breve história da literatura  (2017, p. 10) aponta que  Para a maioria das pessoas perspicazes, a literatura desempenha um grande papel em suas vidas. Aprendemos inúmeras coisas em casa, na escola, com amigos e com lições de pessoas mais sábias e mais espertas que nós....

This is the sound... of silence

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        I would say that any teacher who prepares interactive classes, not lectures, is afraid of silence. The more inexperienced you are, the more you fear that you will ask questions and your students will not answer them. And the range goes from "How was your weekend?" to "What do you think about this video / film / song?". Desperating!          As we can never know for sure what is going to happen during a class, it is always good to have an ace up our sleeve. But before resorting to other strategies, let's think about silence? Is that synonym of lack of interaction? Why aren't students talking?          Let me ask you some questions!  1. Do you pay attention to your teacher's talking time? We cannot deny that some teachers love attention. Being on the spotlight is, for many people who choose the career, the best part of the job. This behavior, however, is not ideal for two reasons. First, you end up not...

Algumas considerações sobre avaliações: por uma prática pedagógica dialógica

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          Já comentei aqui no blog sobre como a experiência em sala de aula mudou com a pandemia. Para checar o post, só clicar no link:  Lecionar em 2020: reflexões e desabafo de uma professora exausta . Pois bem, o ensino remoto que foi forçado a nós por questões sanitárias ainda está me fazendo ponderar bastante. O foco de hoje é: como estamos avaliando os discente nessa realidade?        Durante a pandemia lecionei várias faixas etárias e contextos educacionais e socioeconômicos muito distintos. Agora estou primordialmente no ensino superior com a disciplina de Literatura, e já posso dizer que vejo similaridades em todos os níveis. Percebo principalmente problemas no letramento digital e uma interação longe do ideal e do que seria plausível em uma aula presencial . Vou me explicar melhor. Alunos tímidos, atrasados, que não gostam da matéria sempre existiram e sempre existirão. No entanto, tenho a impressão que a dificuldade...

Usando a ludicidade em sala de aula: algumas ferramentas digitais interessantes para o ensino (PARTE 1)

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         Com a pandemia a educação sofreu uma revolução. Se há alguns anos atrás o uso das ferramentas Google ou a aquisição de certificados não era uma realidade plausível para o ensino em larga escala, estamos agora vivendo um momento de intenso aprendizado. Precisamos aprender muito, e com rapidez. Na perspectiva tecnologia, ensino e ludicidade  existem várias questões a serem levantadas. Os alunos que estamos ensinando são nativos digitais? Têm acesso irrestrito à boa internet e um local adequado para se concentrarem? Gostam dos conteúdos que ensinamos? Reflexões necessárias, mas que não serão feitas aqui hoje.              O objetivo do nosso post é dar alguns exemplos de ferramentas digitais úteis em sala de aula. Todas foram usadas por mim (algumas ainda antes da pandemia) e podem ser aplicadas em vários níveis de ensino. Comentem sugestões, para que possamos conhecer mais possibilidades. Não vamos te...

Teaching idioms: using authentic language in the classroom

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  This post was co-written with Marcos Cordeiro*. As a foreign teacher, how many times have you heard that native language teachers are better? Part of this understanding is due to a widely spread culture in Brazil, that claims that everything which is not from our country is superior. On the other hand, some people believe that non native English teachers do not know a lot about the language. Also, the teaching style we endorse in Brazil is too bookish, and most of the time we do not teach authentic, up to date language. Thinking about that, we are going to suggest the use of idioms in the classroom as an alternative approach to a teaching practice which relies on non authentic, outdated language. We are going to l ist three strategies to approach idioms in class . Please share your ideas with us too! According to McCarthy (2005, p.6), idioms are “groups of words in a fixed order that have a meaning that cannot be guessed by knowing the meaning of the individual words”. Tak...