Expectativas e personalidade daquele(a) que ensina: você é você mesmo(a) em sala de aula?
Comecei minha carreira dando aulas de inglês para crianças. Com 18 anos e muita vontade de aprender e ser financeiramente independente, me sentia ávida para entender os mecanismos daquela realidade. O primeiro lugar em que trabalhei me ensinou muito, e sinto dizer que não da melhor maneira. Éramos mal remuneradas. As horas de trabalho eram extensas. O ambiente não era dos mais acolhedores. Mas talvez o mais difícil tenha sido a constatação de que o mais importante era conquistar as pessoas, principalmente os alunos. O medo do cancelamento (de matrículas, não esse famoso agora nas redes sociais) batia forte, e parecia estar diretamente ligado não à minha competência, ou prática pedagógica, ou domínio da língua. A balança pendia mais para: Você é divertida? Os alunos gostam de você? E não importava se aquela pessoa deixasse de fazer o curso por questões financeiras, incompatibilidade com o método ou mesmo por mudar de cidade. Sempre éramos assediadas com insinu...